| Concreto branco aplicado na Ponte Irineu Bornhausen, em Brusque-SC |
| Museu Iberê Camargo - Porto Alegre |
| Concreto Translúcido |
| Concreto flexível - Capaz de se autoconsertar |
Blog destinado a divulgação de realizações, pesquisas e demais atividades desenvolvidas ou apoiadas pelos professores do Curso Técnico de Edificações do IFCE-Campus Quixadá.
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Por Bruno de Athayde Prata
Este artigo tem por objetivo discorrer sobre alguns dos muitos desafios sobre os quais a construção civil brasileira se defronta. Relatar estes problemas não é um motivo de desestímulo para os jovens que estão ingressando na área da construção civil. Pelo contrário, a apresentação destes desafios serve como uma instigação, um incentivo. Ainda há muito por fazer; portanto, o campo de atuação dos novos profissionais é vasto.
No Brasil, a construção civil contribui com cerca de um terço do Produto Interno Bruto - PIB (o qual corresponde a soma de tudo o que é gerado no país). O setor supracitado também contribui incisivamente para o número de carteiras assinadas no Brasil, sendo um dos maiores responsáveis por empregos diretos. Estes são dois indicadores que apontam para a importância da construção civil para a economia brasileira.
Apesar desta notória relevância, a construção civil no Brasil padece de grande ineficiência. Estudos remontam que a produtividade em um canteiro de obras em nosso país é da ordem de 45 homens-hora por metro quadrado, enquanto na Dinamarca este indicador é da ordem de 22 homens-hora por metro quadrado. Afirma-se que a produtividade em um canteiro de obras pode chegar em 10 homens-hora por metro quadrado. É evidente que a nossa produtividade deixa muito a desejar. Somos muito ineficientes.
No Brasil, existe uma grande escassez de mão-de-obra qualificada, em todos os níveis. Faltam pedreiros, carpinteiros, ferreiros, eletricistas, bombeiros hidráulicos, técnicos, tecnólogos, engenheiros. Estados estão com problemas sérios de mão-de-obra, como é o caso da Bahia, em que moradores de rua estão sendo capacitados para ingressarem como mão-de-obra de construtoras. Ainda assim, faltam pessoas qualificadas. Em alguns Estados, já se importa mão-de-obra de países vizinhos, como a Bolívia. Falta emprego no Brasil ou faltaria qualificação? Um colega meu que trabalha na área de construção civil afirmou que a empresa em que trabalha está precisando de engenheiros. Tente adivinhar quantos engenheiros foram requeridos. Um? Dois? Cinco? Não... a empresa precisa de duzentos engenheiros. Obviamente ela não vai conseguir tamanho quadro de profissionais da noite para o dia. O famoso cartaz “Não há vagas”, que sempre foi afixado nos tapumes, hoje poderia ceder lugar a um cartaz “Não há profissionais qualificados”.
Outra questão pertinente diz respeito aos problemas de gestão na construção civil. A indústria da construção civil, em geral, dificilmente consegue satisfazer um cronograma na execução de um empreendimento. A qualidade do produto final, por muitas vezes, acaba deixando muito a desejar. O desperdício usualmente é imenso. Clientes insatisfeitos, imagem negativa. Isso tem de mudar.
E a inovação tecnológica? A 20 anos atrás se usava máquina de datilografar, hoje este é um artigo de museu. Desde quando (e até quando) faremos alvenarias com tijolos cerâmicos, usando revestimentos argamassados e gerando muito entulho, sujeira e desperdício? Qual a imagem que temos de uma indústria do setor farmacêutico? Profissionais de bata, desenvolvendo produtos com tecnologia de ponta em um ambiente quase futurista. Qual a imagem que temos de uma indústria da construção civil? Sujeira, obsolescência, ineficiência. Isso tem de mudar.
Existe espaço para quem quer prosperar na construção civil. As vagas são inúmeras e outros infindáveis postos de trabalho ainda estão por vir quando houver uma avalanche de inovações tecnológicas no setor. Profissionais pró-ativos, com uma visão empreendedora e potencial voltado para a eficácia e a eficiência das operações serão sempre valorizados no mercado de trabalho. Os desafios estão aí e a indústria da construção civil clama por profissionais qualificados para uma revolução, bem como uma evolução, do setor.
Foram obtidas mais cinco bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para os alunos de Edificações do IFCE – Campus Quixadá. Essas bolsas são concedidas pelo CNPq através da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FUNCAP, objetivando despertar talentos e vocações para ciência através da participação em atividades de pesquisa ou de extensão tecnológica sob a orientação de um professor qualificado para tanto. Os professores contemplados foram:
| PROFESSOR / ORIENTADOR | TÍTULO DO PROJETO | NÚMERO DE BOLSAS |
| Francisco Alves da Silva Júnior | “Concreto com adição de resíduo de borracha de pneu para aplicações expostas ao ambiente, resistentes a variações térmicas elevadas” | 03 |
| Karinna Ugulino de Araújo Maranhão | “Avaliação e adequação de habitações autoconstruídas no município de Quixadá/CE”. | 02 |
O resultado pode ser consultado no link abaixo:
http://www.funcap.ce.gov.br/resultadoeditais/Resultado%20Edital%20ICJ_novo.pdf
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| Campus do IFCE Quixadá (fonte: http://www.ifce.edu.br/onde_estamos/quixada/ ) |