sexta-feira, 25 de março de 2011

Você sabe o que é CREA e o que é CONFEA? Conhece as atividades que o técnico em Edificações pode realizar?

Para os que estão iniciando os estudos na área técnica de edificações.

Ano a ano, muitos estudantes iniciam seus cursos em áreas regidas pelo sistema CONFEA/CREA. Um dos motivos para a escolha é devido à afinidade com as atividades exercidas pelos profissionais. O que muitos calouros desconhecem são alguns aspectos legais sobre a profissão. É importante atentar que suas atribuições profissionais não são suficientemente definidas como aquelas que ele julga ter competência. É necessário verificar a legislação e conhecer os limites estabelecidos pela lei.  Desta forma, é imprenscindível conhecer alguns aspectos legais da profissão. Optei por  fazer uma apresentação na forma de perguntas, por  tornar a leitura mais simples.


1)      O que é CONFEA e qual a relação com a regulação da profissão?
O Confea surgiu oficialmente com esse nome em 11 de dezembro de 1933, por meio do Decreto nº 23.569, promulgado pelo então presidente da República, Getúlio Vargas e considerado marco na história da regulamentação profissional e técnica no Brasil.
Em sua concepção atual, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia é regido pela Lei 5.194 de 1966, e representa também os geógrafos, geólogos, meteorologistas, tecnólogos dessas modalidades, técnicos industriais e agrícolas e suas especializações, num total de centenas de títulos profissionais.
O Confea zela pelos interesses sociais e humanos de toda a sociedade e, com base nisso, regulamenta e fiscaliza o exercício profissional dos que atuam nas áreas que representa, tendo ainda como referência o respeito ao cidadão e à natureza.
2)      Como o conselho regulamenta a profissão do técnico de Edificações?
O conselho dispôs, através da resolução nº 262 de 28 de Julho de 1979, sobre as atribuições dos técnicos nas áreas de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. De acordo com a resolução, este profissional é habilitado ao exercício de atividades intermediárias entre as que são privativas dos profissionais de nível superior nessas áreas, e as dos que, embora qualificados, não têm suas atividades regulamentadas. Na área de edificações, o profissional de nível superior é o engenheiro ou arquiteto. Os que não têm suas profissões regulamentadas são os mestres-de-obras, os pedreiros, os eletricistas, etc.
3)      E quais as atividades do técnico?
De acordo com a resolução nº 262 de 28 de Julho de 1979, os técnicos terão seu exercício profissional fiscalizado e suas atividades ficam assim explicitadas:
1) Execução de trabalhos e serviços técnicos projetados e dirigidos por profissionais de nível superior.
2) Operação e/ou utilização de equipamentos, instalações e materiais.
3) Aplicação das normas técnicas concernentes aos respectivos processos de trabalho.
4) Levantamento de dados de natureza técnica.
5) Condução de trabalho técnico.
6) Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção.
7) Treinamento de equipes de execução de obras e serviços técnicos.
8) Desempenho de cargo e função técnica circunscritos ao âmbito de sua habilitação.
9) Fiscalização da execução de serviços e de atividade de sua competência.
10) Organização de arquivos técnicos.
11) Execução de trabalhos repetitivos de mensuração e controle de qualidade.
12) Execução de serviços de manutenção de instalação e equipamentos.
13) Execução de instalação, montagem e reparo.
14) Prestação de assistência técnica, ao nível de sua habilitação, na compra e venda de equipamentos e materiais.
15) Elaboração de orçamentos relativos às atividades de sua competência.
16) Execução de ensaios de rotina.
17) Execução de desenho técnico.
 
4)      Ficou um pouco vago. Poderia ser mais preciso?
O próprio CREA-SC realizou uma consulta ao CONFEA sobre a responsabilidade técnica e limites referentes aos profissionais técnicos em edificações.  O resultado desta consulta foi estabelecido através da Decisão Nº: PL-0302/2008 e apresenta respostas para muitas dúvidas recorrentes.  A seguir, é apresentada uma transcrição das perguntas e respostas envolvidas na decisão.

a)      O técnico em edificações está habilitado legalmente para se responsabilizar tecnicamente pelo projeto e execução de estruturas de concreto armado de edificações de ate 80,0m²? 

Sim, desde que a análise do currículo do profissional técnico de nível médio constate a necessária formação para tais atividades. O §1º do art. 1º do Decreto nº 90.922, de 1985, estabelece que os técnicos de segundo grau das áreas de arquitetura e de engenharia civil, na modalidade edificações, poderão projetar e dirigir edificações de até 80m² de área construída que não constituam conjuntos residenciais, bem como realizar reformas, desde que não impliquem estruturas de concreto armado ou metálica, e exercer a atividade de desenhista em sua especialidade. O parágrafo acima estabelece que os técnicos poderão projetar e executar edificações de até 80m² que não constituam conjuntos residenciais. Estabelece também que o projeto e execução total de serviços de obras de até 80m², com a única restrição de que não façam parte de conjuntos residenciais. Na seqüência, o parágrafo estabelece que os referidos técnicos poderão realizar reformas, desde que não impliquem estruturas de concreto armado ou metálica. Restrição esta absolutamente clara, unicamente a reformas em estruturas de concreto e metálica.

b)      Existe limite de área para o técnico em edificações se responsabilizar tecnicamente pela reforma de edificações?

Não existe limite de área. A única restrição é quanto a reforma de estruturas de concreto ou metálicas. 

c)       O técnico em edificações está habilitado legalmente para se responsabilizar tecnicamente pelo projeto e execução de ampliações de edificações? Qual a área limite? 

Sim, atendendo o limite de projeto e execução à área total de até 80,0m².

d)      Existe limite da área quando o técnico de edificações está exercendo a atividade de desenhista?

Não.

e)      O técnico em edificações pode utilizar o código A0301 de concreto armado para edificações de até 80,00m²?

Sim, limitado o projeto e execução de concreto armado a edificações de até 80m².

f)       O técnico em edificações pode fazer laudo em edificações de até 80,00m²?
 
Sim, se pode projetar e executar até 80m², evidente que pode se manifestar mediante laudo sobre questões referentes exclusivamente à edificações.



5)      Entendi. Mas depois de tanto falar em CONFEA, para que serve o CREA?
O CREA-CE é a sigla que identifica o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Ceará.  O CREA é parte complementar do sistema CONFEA/CREA e atua no estado do Ceará enquanto o CONFEA abrange todo o estado brasileiro. Entre suas atribuições está a de fiscalizar o exercício profissional.  Segundo a legislação, a responsabilidade técnica sobre obras e serviços nas áreas citadas só pode ser atribuída a profissionais habilitados  com o registro no CREA.  O CREA possui agentes fiscais que, quando constata uma irregularidade, como uma obra sem responsável técnico,  por exemplo, procede com uma notificação ou auto de infração, podendo aplicar penalidades no caso de não cumprimento.  Mais informações sobre o CREA podem ser encontradas no seu site.

6)      Para estar atuando legalmente, perante o sistema CONFEA/CREA, quais requisitos devo cumprir?

O profissional deve atuar dentro do campo de atuação estabelecido pela lei e pelo CONFEA. Além disso, deve estar registrado como profissional no CREA, possuindo carteira, número de registro e estar quite com as anualidades.

7)      Onde posso encontrar mais informações?
O site do CONFEA possui uma seção de normativos, onde podem ser realizadas diversas consultas: http://www.confea.org.br/normativos/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Desafios para a construção civil no Brasil

Por Bruno de Athayde Prata

Este artigo tem por objetivo discorrer sobre alguns dos muitos desafios sobre os quais a construção civil brasileira se defronta. Relatar estes problemas não é um motivo de desestímulo para os jovens que estão ingressando na área da construção civil. Pelo contrário, a apresentação destes desafios serve como uma instigação, um incentivo. Ainda há muito por fazer; portanto, o campo de atuação dos novos profissionais é vasto.

No Brasil, a construção civil contribui com cerca de um terço do Produto Interno Bruto - PIB (o qual corresponde a soma de tudo o que é gerado no país). O setor supracitado também contribui incisivamente para o número de carteiras assinadas no Brasil, sendo um dos maiores responsáveis por empregos diretos. Estes são dois indicadores que apontam para a importância da construção civil para a economia brasileira.

Apesar desta notória relevância, a construção civil no Brasil padece de grande ineficiência. Estudos remontam que a produtividade em um canteiro de obras em nosso país é da ordem de 45 homens-hora por metro quadrado, enquanto na Dinamarca este indicador é da ordem de 22 homens-hora por metro quadrado. Afirma-se que a produtividade em um canteiro de obras pode chegar em 10 homens-hora por metro quadrado. É evidente que a nossa produtividade deixa muito a desejar. Somos muito ineficientes.

No Brasil, existe uma grande escassez de mão-de-obra qualificada, em todos os níveis. Faltam pedreiros, carpinteiros, ferreiros, eletricistas, bombeiros hidráulicos, técnicos, tecnólogos, engenheiros. Estados estão com problemas sérios de mão-de-obra, como é o caso da Bahia, em que moradores de rua estão sendo capacitados para ingressarem como mão-de-obra de construtoras. Ainda assim, faltam pessoas qualificadas. Em alguns Estados, já se importa mão-de-obra de países vizinhos, como a Bolívia. Falta emprego no Brasil ou faltaria qualificação? Um colega meu que trabalha na área de construção civil afirmou que a empresa em que trabalha está precisando de engenheiros. Tente adivinhar quantos engenheiros foram requeridos. Um? Dois? Cinco? Não... a empresa precisa de duzentos engenheiros. Obviamente ela não vai conseguir tamanho quadro de profissionais da noite para o dia. O famoso cartaz “Não há vagas”, que sempre foi afixado nos tapumes, hoje poderia ceder lugar a um cartaz “Não há profissionais qualificados”.

Outra questão pertinente diz respeito aos problemas de gestão na construção civil. A indústria da construção civil, em geral, dificilmente consegue satisfazer um cronograma na execução de um empreendimento. A qualidade do produto final, por muitas vezes, acaba deixando muito a desejar. O desperdício usualmente é imenso. Clientes insatisfeitos, imagem negativa. Isso tem de mudar.

E a inovação tecnológica? A 20 anos atrás se usava máquina de datilografar, hoje este é um artigo de museu. Desde quando (e até quando) faremos alvenarias com tijolos cerâmicos, usando revestimentos argamassados e gerando muito entulho, sujeira e desperdício? Qual a imagem que temos de uma indústria do setor farmacêutico? Profissionais de bata, desenvolvendo produtos com tecnologia de ponta em um ambiente quase futurista. Qual a imagem que temos de uma indústria da construção civil? Sujeira, obsolescência, ineficiência. Isso tem de mudar.

Existe espaço para quem quer prosperar na construção civil. As vagas são inúmeras e outros infindáveis postos de trabalho ainda estão por vir quando houver uma avalanche de inovações tecnológicas no setor. Profissionais pró-ativos, com uma visão empreendedora e potencial voltado para a eficácia e a eficiência das operações serão sempre valorizados no mercado de trabalho. Os desafios estão aí e a indústria da construção civil clama por profissionais qualificados para uma revolução, bem como uma evolução, do setor.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Novas bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ)

Foram obtidas mais cinco bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para os alunos de Edificações do IFCE – Campus Quixadá. Essas bolsas são concedidas pelo CNPq através da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FUNCAP, objetivando despertar talentos e vocações para ciência através da participação em atividades de pesquisa ou de extensão tecnológica sob a orientação de um professor qualificado para tanto. Os professores contemplados foram:

PROFESSOR / ORIENTADOR

TÍTULO DO PROJETO

NÚMERO DE BOLSAS

Francisco Alves da Silva Júnior

“Concreto com adição de resíduo de borracha de pneu para aplicações expostas ao ambiente, resistentes a variações térmicas elevadas”

03

Karinna Ugulino de Araújo Maranhão

“Avaliação e adequação de habitações autoconstruídas no município de Quixadá/CE”.

02

O resultado pode ser consultado no link abaixo:

http://www.funcap.ce.gov.br/resultadoeditais/Resultado%20Edital%20ICJ_novo.pdf

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cadastre-se e receba informações sobre cursos na área de Construção Civil em Quixadá


Cadastre-se e receba informações sobre cursos na área de Construção Civil em Quixadá

Preencha o formulário acessando o link a seguir (ou figura acima) e tenha acesso a novidades sobre cursos, eventos e atividades relacionadas à construção civil e apoiadas pelos professores do IFCE de Quixadá. Após preencher os campos abaixo, seus dados farão parte de um banco de dados com a finalidade de receber informações sobre nossas atividades abertas aos profissionais da área ou à comunidade.










Link para o formulário: https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dElRUklCTHA1eC1zMnItMmF2blNveFE6MQ

domingo, 12 de setembro de 2010

Saiba como será o campus IFCE Quixadá pela maquete eletrônica


Uma maquete eletrônica pode ser entendida como uma simulação volumétrica de um projeto arquitetônico/ urbanístico produzido em ambiente gráfico-computacional. Nos últimos anos, com o "boom" imobiliário a maquete eletrônica ganhou notoriedade, se tornando umas das mais utilizadas armas de venda, valorizando os espaços oferecidos. Esta grande demanda fez com que surgisse muita oferta, que vai de artistas que trabalham em casa até empresas de grande porte. (Informações extraídas da Wikipédia).

A arquiteta Karinna Ugulino, professora do IFCE Quixadá, faz parte do grupo de projetistas que aderiu à idéia das maquetes eletrônicas. No texto a seguir, a professora do IFCE apresenta uma maquete que elaborou a partir do projeto arquitetônico do campus Quixadá (futuras instalações). Dois aspectos merecem destaque. O primeiro, relaciona-se ao campus, onde pode ser apreciada como será a estrutura física da instituição. O segundo, relacionado ao caráter técnico, mostra como uma maquete eletrônica pode ser interessante no sentido de agregar valor ao desenvolvimento de projetos de edificações. Deixo meus parabéns à professora Karina pelo belo trabalho!

Ivo Almino
Professor, Msc.
IFCE Quixadá

AS FUTURAS AMPLIAÇÕES DO IFCE – CAMPUS QUIXADÁ PODEM SER VISUALIZADAS ATRAVÉS DA MAQUETE ELETRÔNICA

Texto e imagens elaborados pela Professora Karinna Ugulino



          O campus contará com um bloco de Química (em construção), um bloco de Construção Civil, restaurante, um pavilhão com auditório e biblioteca, campo de futebol e pista de atletismo, além de uma ampla área de estacionamento.
          O bloco de Química, com uma área construída de aproximadamente 2.260,00m² (dois mil, duzentos e sessenta metros quadrados), terá: 09 salas de aulas, 02 laboratórios de química, 01 laboratório de microbiologia, 01 laboratório de línguas, 02 laboratórios de informática, banheiros, além de coordenação e sala de professores.
          O bloco de Construção Civil, também com área construída de 2.260,00m² (dois mil, duzentos e sessenta metros quadrados), conterá: 11 salas de aulas, 01 laboratório de mecânica dos solos, 01 laboratório de topografia, 01 laboratório de técnica de construção, 02 laboratórios de informática, 01 laboratório de línguas, banheiros e coordenação.
          O restaurante possuirá uma área de aproximadamente 415,00m² (quatrocentos e quinze metros quadrados) abrangendo: área das mesas, banheiros, cozinha, câmaras frias, dispensas, área de serviço, lixo e depósito.
          O pavilhão será composto por: uma biblioteca com 586,00m² (quinhentos e oitenta e seis metros quadrados), um auditório com 590,00m² (quinhentos e noventa metros quadrados), além de uma área livre de 872,00m² (oitocentos e setenta e dois metros quadrados), totalizando uma área construída de 2.048,00m² (dois mil e quarenta e oito metros quadrados).
          A maquete eletrônica foi apresentada no 3° aniversário do instituto realizada no dia 10 de junho do presente ano, com a presença de autoridades, servidores, alunos e o público em geral.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Vagas para o curso técnico em Edificações (2011)

Campus do IFCE Quixadá (fonte: http://www.ifce.edu.br/onde_estamos/quixada/ )

Em 2.011 o IFCE de Quixadá oferecerá para a comunidade da região vagas para alunos interessados no curso técnico em Edificações os quais serão selecionados através de processo seletivo público e que será divulgado oportunamente em edital específico.

Serão oferecidas vagas para o primeiro e para o segundo semestres de 2.011 para o curso técnico em Edificações na modalidade concomitante, em que se exige para se candidatar que o aluno já tenha concluido o 1º ano do ensino médio. Esse curso tem a duração de dois anos.

Serão oferecidas também vagas para o Curso Técnico de nível médio integrado em Edificações no início de 2011. Nesse caso exige-se que o estudante detenha o certificado de conclusão do ensino fundamental ou equivalente. O curso terá a duração de quatro anos e ao seu final o aluno terá concluído o ensino médio e o curso técnico em Edificações, apto portanto a exercer essa profissão. Os interessados nesse curso serão escolhidos através de processo seletivo público a ser divulgado através de edital oportunamente.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Apresentação


Prezados leitores, este é blog do Curso Técnico de Edificações do IFCE Campus Quixadá. Através dele, vocês poderão acompanhar as principais ações desenvolvidas ou apoiadas pelo grupo de professores da Instituição através de textos, fotos e vídeos. Estarão sendo divulgados: pesquisas e seus resultados; projetos de extensão tecnológica; eventos técnicos da área ou institucionais; textos elaborados por docentes ou discentes e notícias relacionadas ao cotidiano do curso de edificações do IFCE Quixadá.
Ao entrar neste blog, sintam-se a vontade. É importante para nós, que você (aluno, ex-aluno, funcionário do IFCE ou simples colaborador) dê a sua participação. Comentários, sugestões e discussões poderão ser feitos em cada matéria postada. O espaço é democrático.